quarta-feira, 29 de abril de 2015

Sobre a enxaqueca e suas possíveis causas

Este blog, desde que nasceu e ainda não era este blog, nunca teve uma temática. Pra dizer a verdade, nunca segui blogues temáticos, já que gosto mesmo é de diversidade. Assim, sempre escrevi de tudo: desde bobagens que vêm repentinamente na cabeça, até assuntos sérios, mas tudo relacionado a minha vida.

Depois de quase um ano sem blogar, perdendo meu tempo no Facebook e a quantidade inesgotável de bobagens que se lê por lá, decidi deletar minha conta. Já vinha em processo de distanciamento, já não conseguia responder a todos os recados, me relacionar com as quase 1300 pessoas as quais tinha contato. Quem, em sã consciência, consegue ter 1300 contatos e achar que vai interagir com todos? Eu! Mas passou.

Nestes 11 meses longe do blog, recebo semanalmente um relatório de visitas e acho bastante interessante saber que algo praticamente abandonado, um túmulo quase que fechado, ainda ter pessoas ao redor.

Agora que quero retomar mais meu espaço por aqui e continuar registrando minha vida, fiquei mais surpresa ainda, não pelo número de visitas, já que estes eu tinha noção, mas com os textos mais visitados. E um, em especial, que me chamou a atenção, foi no qual eu discorro sobre a enxaqueca, seus males e minhas buscas pela cura.

O mundo avança de modo que não conseguimos acompanhar. A tecnologia, a indústria farmacêutica, os conhecimentos passados para as crianças desde o início da primeira infância nas escolas. Mas ainda não existe a cura para a enxaqueca.

Contudo, neste tempo de reclusão, pude viver uma experiência fantástica. Marido Toruboi, bisbilhoteiro que é e furador de tudo que é diferente, encontrou um documentário na Netflix: "Fat, Sick and nearly Dead". Eu, panda que sou, deitada ao lado dele, jogando paciência no tablet e ouvindo muito sem interesse aquelas palavras em inglês, cujo conjunto, de repente, chamou-me a atenção a ponto de eu me virar e assistir com ele até o fim. Foi o começo que eu precisava.

Não farei aqui nenhuma resenha sobre o documentário, que de tanto sucesso, tem também a parte 2. Recomendo as duas. Eu mesma assisti muitas vezes cada documentário. Um australiano obeso, "enxaquecoso" e com a saúde física detonada resolve viver apenas de sucos de frutas e hortaliças. Assim, se cura de todos os males. Consequentemente, emagrece, mas o emagrecer, a meu ver, não é o mote dos documentários, mas sim, a saúde como um todo e tudo que ingerimos e nos mata aos poucos, desde comidas até remédios.

Assim, decidi tentar fazer o mesmo que ele. Comecei comprando a centrífuga mais ultra super mega potente que há no mercado brasileiro. Entrei em um supermercado online e comprei frutas e hortaliças. Comecei a fazer a dieta. Minha primeira meta era de dez dias. Consegui sete. Senti-me vencedora. Melhor que isso: PASSEI SETE DIAS SEM ENXAQUECA. Recomecei. Consegui doze dias. DOZE DIAS SEM ENXAQUECA. Passaram-se as festas de final de ano e dia 2 de janeiro, nem um dia a mais, recomecei. E fui por trinta dias seguidos, dando uma ou duas "puladas de cerca" por conta de algum compromisso social. TRINTA DIAS SEM ENXAQUECA.

Fevereiro, mês de check up no Solar dos Hummel. Resultado dos meus exames? 40 anos de idade, corpinho de panda e saúde de 20. As erupções na pele se foram. Meu corpo estava saudável como nunca. Colesterol? O que é isso mesmo? Diabetes? Rá! Nem perto de mim. Contudo, minha médica é contra esta dieta, que consiste em ingerir apenas alimentos crus e nada que seja industrializado. Eu, Ursula, não senti falta de nada, pois os sucos alimentam e nutrem nosso organismo. A pandinha sim quis dar umas escapulidas, mas o bem estar e a enxaqueca milhas e milhas distante valiam a pena cada copo de suco de repolho com agrião, pepino e maçã.

Infelizmente, abandonei a dieta e minha enxaqueca veio com toda força. Logo, fica aqui minha dica: enxaqueca é sinal de alimentação inadequada. Nós, seres humanos, não fomos "fabricados"para comer tantas porcarias que permeiam nossa vida e enchem as prateleiras de mercados, lanchonetes, padarias e afins. Tudo que comemos será refletido diretamente na nossa saúde. Então, se comer, não chore de enxaqueca!

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